Pessoal do 4º Semestre
O nosso próximo encontro é no dia 25/01 (Terça), a entrega do POP deverá ocorrer neste dia.
Um abraço e wacháchá!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O que é POP (Procedimento Operacional Padrão)?
Inicio de matéria, vamos lá!
Está matéria é para o pessoal do 4º Semestre.
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO – POP
É o documento que expressa o planejamento do trabalho repetitivo que deve ser executado para o alcance da meta padrão. Contem: listagem dos equipamentos; peças e materiais utilizado na tarefa, incluindo-se os instrumentos de medida; padrões da qualidade; descrição dos procedimentos da tarefa por atividades críticas; condições de fabricação, de operação e pontos proibidos de cada tarefa; pontos de controle (itens de controle e características da qualidade) e os métodos de controle; relação de anomalias passíveis de ação; roteiro de inspeção periódicas dos equipamentos de produção. O mesmo que SOP - Standard Operation Procedure ou Procedimento Padrão de Operação.
Como e quem deve fazer um POP?
Transcrever as tarefas rotineiras que todos fazemos mecanicamente para uma folha de papel nem sempre é uma tarefa fácil, talvez seja um pouco cansativa, mas devemos tomar alguns cuidados.
- Nunca copie procedimentos de livros ou de outras organizações, existem particularidades que só o nosso estabelecimento tem e isso é de fácil percepção por parte do responsável do estabelecimento ou ainda por ação de auditores, nem tão experientes.
- A pessoa que executa a tarefa é quem deve colaborar com o desenvolvimento do procedimento, ele é o dono do processo. Existe ainda um caráter psicológico que faz com que o funcionário se sinta parte integrante do Sistema da Qualidade do estabelecimento e que as diretrizes desse sistema não sejam uma imposição da alta administração.
- O funcionário tem que ser treinado, habilitado e qualificado para a execução de sua tarefa. Sendo assim, escreva o que você faz e faça o que está escrito.
- Faça constantes análises críticas (pelo menos duas vezes por ano) sobre a aplicabilidade de seus procedimentos e se os mesmos ainda estão sendo seguidos.
- A linguagem utilizada no POP deverá estar em consonância com o grau de instrução das pessoas envolvidas nas tarefas, dê preferência para uma linguagem simples e objetiva.
O conteúdo do POP, assim como sua aplicação, deverá ter o completo entendimento e familiarização por parte dos funcionários que tenham participação direta e/ou indireta na qualidade final daquele procedimento. Normalmente a ingerência de supervisores, coordenadores e diretores neste ponto é uma das causa de ineficiência na implantação de um Sistema da Qualidade. Cabendo aos mesmos as responsabilidades pela revisão e aprovação do POP.
Qual a finalidade do POP?
Um POP tem o objetivo de se padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais, para o funcionamento correto do processo. Ou seja, um POP coerente garante ao usuário que a qualquer momento que ele se dirija ao estabelecimento, as ações tomadas para garantir a qualidade sejam as mesmas, de um turno para outro, de um dia para outro. Ou seja, aumenta-se a previsibilidade de seus resultados, minimizando as variações causadas por imperícia e adaptações aleatórias, independente de falta, ausência parcial ou férias de um funcionário.
O POP também tem uma finalidade interna de ser um ótimo instrumento para a Gerência da Qualidade para praticar auditorias internas. Ou seja, funcionários de um setor auditam outro setor e de posse de um POP do setor auditado o auditor encontra subsídios técnicos para indagações e verificação deeficácia da metodologia, assim como sua familiarização entre os auditados.
Um abraço e wacháchá!
Está matéria é para o pessoal do 4º Semestre.
PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO – POP
É o documento que expressa o planejamento do trabalho repetitivo que deve ser executado para o alcance da meta padrão. Contem: listagem dos equipamentos; peças e materiais utilizado na tarefa, incluindo-se os instrumentos de medida; padrões da qualidade; descrição dos procedimentos da tarefa por atividades críticas; condições de fabricação, de operação e pontos proibidos de cada tarefa; pontos de controle (itens de controle e características da qualidade) e os métodos de controle; relação de anomalias passíveis de ação; roteiro de inspeção periódicas dos equipamentos de produção. O mesmo que SOP - Standard Operation Procedure ou Procedimento Padrão de Operação.
Como e quem deve fazer um POP?
Transcrever as tarefas rotineiras que todos fazemos mecanicamente para uma folha de papel nem sempre é uma tarefa fácil, talvez seja um pouco cansativa, mas devemos tomar alguns cuidados.
- Nunca copie procedimentos de livros ou de outras organizações, existem particularidades que só o nosso estabelecimento tem e isso é de fácil percepção por parte do responsável do estabelecimento ou ainda por ação de auditores, nem tão experientes.
- A pessoa que executa a tarefa é quem deve colaborar com o desenvolvimento do procedimento, ele é o dono do processo. Existe ainda um caráter psicológico que faz com que o funcionário se sinta parte integrante do Sistema da Qualidade do estabelecimento e que as diretrizes desse sistema não sejam uma imposição da alta administração.
- O funcionário tem que ser treinado, habilitado e qualificado para a execução de sua tarefa. Sendo assim, escreva o que você faz e faça o que está escrito.
- Faça constantes análises críticas (pelo menos duas vezes por ano) sobre a aplicabilidade de seus procedimentos e se os mesmos ainda estão sendo seguidos.
- A linguagem utilizada no POP deverá estar em consonância com o grau de instrução das pessoas envolvidas nas tarefas, dê preferência para uma linguagem simples e objetiva.
O conteúdo do POP, assim como sua aplicação, deverá ter o completo entendimento e familiarização por parte dos funcionários que tenham participação direta e/ou indireta na qualidade final daquele procedimento. Normalmente a ingerência de supervisores, coordenadores e diretores neste ponto é uma das causa de ineficiência na implantação de um Sistema da Qualidade. Cabendo aos mesmos as responsabilidades pela revisão e aprovação do POP.
Qual a finalidade do POP?
Um POP tem o objetivo de se padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais, para o funcionamento correto do processo. Ou seja, um POP coerente garante ao usuário que a qualquer momento que ele se dirija ao estabelecimento, as ações tomadas para garantir a qualidade sejam as mesmas, de um turno para outro, de um dia para outro. Ou seja, aumenta-se a previsibilidade de seus resultados, minimizando as variações causadas por imperícia e adaptações aleatórias, independente de falta, ausência parcial ou férias de um funcionário.
O POP também tem uma finalidade interna de ser um ótimo instrumento para a Gerência da Qualidade para praticar auditorias internas. Ou seja, funcionários de um setor auditam outro setor e de posse de um POP do setor auditado o auditor encontra subsídios técnicos para indagações e verificação deeficácia da metodologia, assim como sua familiarização entre os auditados.
Um abraço e wacháchá!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Aulas sobre sustentabilidade na Guardinha
Novidades boas!O MEC (Ministério da Educação e Cultura) baixou uma nova portaria que obriga as instituições de ensino a abrangerem o tema Sustentabilidade em suas grades curriculares na formação de seus profissionais. A boa noticia é que fui convidado pelo nosso Coordenador de Ensino (Toninho) a ministrar aulas sobre o tema. Tenho bastante conhecimento sobre o assunto e fico muito feliz em poder dividir com vocês este meu conhecimento, por isto pessoal “I’m very happy” em assumir este desafio, estou trabalhando em montar uma grade curricular bem bacana e atraente para os alunos.
Infelizmente vou ter que abrir mão do 3º Semestre, com aulas de Administração de Materiais, vou ficar apenas com as aulas de Gestão de Produção e Sustentabilidade. Infelizmente não tenho muito tempo para me dedicar a tantas aulas... Mas em breve nos encontraremos no 4º Semestre.
Assumo o novo desafio com o pessoal do 1º Semestre. Então, vamos lá!
Espero que gostem da noticia!
Um abraço e com carinho,
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Dicas Para o Visto Americano
Um pouquinho antes de começar o Natal, eu estive no Consulado Americano para fazer a famosa e temida entrevista para tirar o “VISTO AMERICANO”, pessoal, colocaram tanto medo que estava cheio de receios.
Mas cabem algumas dicas, o preparativo é fundamental, levei comigo diversos documentos (Declaração de IR, Comprovante de Residência, Comprovante de Vínculo Empregatício, Holerite, Extrato do Banco de 3 meses, carta do motivo da viagem, carta daqui e de lá). Pequei pelo excesso de documentação.
Cheguei lá ás 5:20 da manhã, não tinha estacionamento aberto, mas tinha um senhor que tem uma rua que fica ao lado do consulado, e é uma rua sem saída. O senhor é bacana e achei confiável. Ele cobra R$ 10 (sem limite de tempo). E é confiável mesmo!...rs...rs.. Os outros estacionamentos cobram por hora. Mas ficam bem de frente com a portaria. Eu achei vantajoso estacionar ao lado. Mas não é estacionamento.
Bom fui para a portaria do consulado e já havia 12 pessoas na minha frente, isto já era 5:30 da manhã. Conversei com a outra companheira da fila para passar a hora. Quando olhei para trás da fila, já havia mais de 100 pessoas ás 06:30. Por isto, vale a pena chegar cedo. Acredito que das 5hrs ás 06hrs seja uma boa hora. Vale uma dica, aquele agendamento que você faz através do site, não funciona! É por ordem de chegada.
Quando foi umas 06:40 abriram os portões, a primeira coisa que você precisa ter em mão é a confirmação do agendamento que tem um código barras, caso você não o leve, o passaporte funciona também.
Depois somos recebidos por um pessoal que tem o atendimento muito ruim, inclusive muito ríspido, pois eles pegam uma lumicolor riscam todo o documento DS156 e 157 (que vc guardou com tanto carinho) e não dão muitas informações, falam: Faltam informações! e vão embora... Você fica com aquela cara (???????), olhei para o documento e fui deduzindo o que ela riscou. Bom o vuko, vuko é rápido.... Assim que riscam o seu documento, você passa por um detector de metais e seu material é scaneado em um Raio X. Outra dica, não leve contigo celular, máquinas digitais, pager, outras coisa, que não pode entrar. No meu caso, eu não pude entrar com a chave do meu carro, mas tem um esquema legal na portaria que é uma caixa com porta coisas, você pega uma senha e deixa o seu objeto, é igual ao supermercado. O pessoal da portaria toma conta, e não paga nada.
Bom de posse dos documentos, tive uma surpresa, não tinha caneta para preencher os risca, risca da lumicolor...rs..rs.. Tive que correr atrás de uma caneta, pois meus pertences haviam ficado na portaria...rs..rs.. Achei uma mulher muito solidária que me emprestou uma caneta para preencher o DS 156/157. Por isto, outra dica, leve uma caneta no bolso. Caso falte algo no seu documento é só preencher.
No consulado não tem caneta.No consulado é tudo muito bem ilustrado, com faixas orientativas e muito organizado. Você acompanha está faixa e logo dá de encontro com uma recepcionista que dá uma olhada nos documentos e pergunta o motivo da viagem. Você pega uma senha e aguarda o atendimento de uma outra pessoa, que verifica todos os documentos necessários e os comprovantes de pagamento das taxas. O passaporte e os formulários ficam com esta pessoa.
Em seguida você tem que aguardar a sua chamada através da senha, tudo tranqüilo e você aguarda sentado, eles vão scanear as suas digitais, tem várias placas explicativas de como proceder neste momento.
Scaneado as digitais é só aguardar para a famosa entrevista, no meu caso fui o 10º chamado. Tem várias cabines de entrevista. O entrevistador tinha um sotaque muito forte e não conseguia entender. Pedi para que ele falasse em Inglês comigo. Ai sim entendi...rs..rs.. As perguntas foram simples, qual o motivo da sua viagem? Qual a empresa que você trabalha? Qual a sua renda? Quanto tempo você trabalha nesta empresa? Perguntei se ele gostaria de ver os meus comprovantes, ele disse que não havia necessidade. Ele me pediu que passasse no banco e pagasse a taxa de visto de negócios. Ao lado destas cabines tem uma caixa do citibank que recebe as taxas, no meu caso, visto de negócios (U$S 60,00).
Paguei e voltei ao entrevistador, ele me entregou um ticket para entregar na postagem, você segue outra faixa e vai até a portaria novamente. Você pega seus pertences e passa pela agencia dos correios logo na entrada do consulado. Você paga a taxa, no meu caso R$ 20,50 (Interior) e é encaminhado o passaporte para o endereço de sua preferência. Atenção você mesmo preenche os dados. Vai precisar novamente da caneta...rs..rs...
Enfim, todo o processo finalizou as 08:05.
Tudo muito tranquilo e muito educado. Tirando a menina do lumicolor...rs..rs...No local é disponibilizado banheiros e lanchonetes para maior comodidade. Tem um caixa eletrônico do 24 horas. A maior dica que possa dar é que cheguem cedo. Acredito que muitas pessoas saíram tarde de lá.
Um abraço,
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Final de Semestre
Pessoal, tenho que pedir desculpas. No ultimo dia 11 de Dezembro, tive um problema e não pude estar presente na aula com a Turma do 3º Semestre. Por isto, informo que os campeões da rodada 2009, serão premiados no inicio das aulas no 4º Semestre. Assim, já entramos o ano de 2010 com o “pé direito”. A grade das aulas não foram montadas, mas o inicio das aulas será no dia 18 de Janeiro.
A turma do 4º Ano, eu fui à confraternização para entregar os prêmios, mas acontece que as 10:30, já tinha ido quase todo mundo embora...rs..rs... Ai é difícil! Os prêmios das empresas nós vamos fazer na formatura, antes da abertura as 19:20, seremos apenas nós! Já estou com resultados... E foi hiper apertado o resultado...rs..rs..
Pessoal, conforme disse pessoalmente, estou muito orgulhoso de todo o nosso trabalho em 2009, pessoas vem, pessoas vão! Vou sentir saudades da turma do 4º Semestre.
Que Deus ilumine o caminho de vocês, sejam profissionais éticos, conscientes e responsáveis. Lembrem-se: Pensem grande, comecem pequenos, mas cresçam rápido!
Um abraço carinhoso, e wacháchá!
A turma do 4º Ano, eu fui à confraternização para entregar os prêmios, mas acontece que as 10:30, já tinha ido quase todo mundo embora...rs..rs... Ai é difícil! Os prêmios das empresas nós vamos fazer na formatura, antes da abertura as 19:20, seremos apenas nós! Já estou com resultados... E foi hiper apertado o resultado...rs..rs..
Pessoal, conforme disse pessoalmente, estou muito orgulhoso de todo o nosso trabalho em 2009, pessoas vem, pessoas vão! Vou sentir saudades da turma do 4º Semestre.
Que Deus ilumine o caminho de vocês, sejam profissionais éticos, conscientes e responsáveis. Lembrem-se: Pensem grande, comecem pequenos, mas cresçam rápido!
Um abraço carinhoso, e wacháchá!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Fórum SESI / CIESP de Sustentabilidade

Saudações!
Acontece no dia 03 de Dezembro o “Fórum SESI/CIESP de Sustentabilidade”
Acontece no dia 03 de Dezembro o “Fórum SESI/CIESP de Sustentabilidade”
Neste fórum serão discutidos dois importantes temas para a gestão sustentável: Programa de Apoio ao Incentivo Fiscal e Produção Mais Limpa e Processos Industriais.
As apresentações pelas empresas locais e os debates entre palestrantes e público terão como objetivo gerar idéias, propostas e solução que agreguem valor à sustentabilidade dos negócios.
Anote ai:
03 de Dezembro de 2009, das 8h30 às 12h30.
Local Teatro Sesi – Armando Pannunzio
Rua Gustavo Teixeira, s/n – Bairro Mangal – Sorocaba
Inscrições e informações pelo site:
http://www.sesisp.org.br/sustentabilidade/As apresentações pelas empresas locais e os debates entre palestrantes e público terão como objetivo gerar idéias, propostas e solução que agreguem valor à sustentabilidade dos negócios.
Anote ai:
03 de Dezembro de 2009, das 8h30 às 12h30.
Local Teatro Sesi – Armando Pannunzio
Rua Gustavo Teixeira, s/n – Bairro Mangal – Sorocaba
Inscrições e informações pelo site:
Fica esperto, as inscrições são gratuitas e acabam rapidinho.
Vou estar palestrando lá também, por isto, será uma honra receber vocês lá!
Um abraço,
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Estrutura de Materiais ou Bill Of Material (BOM)

Importância da BOM
O BOM (Bill Of Material), ou estrutura de produto é uma das informações fundamentais da manufatura, pois nela registram-se as informações de produtos utilizadas por todos os setores e processos envolvidos com a manufatura do produto.
Seu domínio é essencial para o sucesso da implantação de sistemas integrados. Apesar do desempenho desses sistemas estar vinculado à qualidade das informações que eles manipulam, a maioria das empresas não garante que suas informações fundamentais sejam completas e precisas. As informações fundamentais muitas vezes não são estruturadas e gerenciadas de acordo com o tipo de negócio e produto.
A falta de qualidade das informações fundamentais tem sido resumida por meio da expressão “garbage in, garbage out”, ou seja, se os processos da empresa estão manipulando informações sem qualidade, consequentemente os resultados alcançados por esses processos também estarão comprometidos.
O BOM é também um elemento que gera integração uma vez que suas informações são compartilhadas por quase todos os departamentos da empresa. Logo, a forma como é gerenciada, controlada e estruturada pode diretamente influenciar o sucesso da empresa. Uma empresa almeja ser de classe mundial deve possuir BOMs sólidas, representando os processos e produtos, em sintonia com as estratégias do negócio.
É importante destacar ainda a importância da BOM como sendo o ponto mais comum para interface ou integração entre os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) e PDM (Product Data Management) e entre os sistemas ERP e CAD (Computer Aided Design) possibilitando assim o fluxo e a consistência das informações.
Apesar da sua importância, GARWOOD (1995) afirma que a BOM tem sido o “calcanhar de Aquiles” da maioria das empresas de manufatura, as quais sempre esbarram nas seguintes questões: o meu produto tem diversos opcionais e alternativas, como conviver com o grande número de estruturas de produto necessárias?
Apesar da sua importância, GARWOOD (1995) afirma que a BOM tem sido o “calcanhar de Aquiles” da maioria das empresas de manufatura, as quais sempre esbarram nas seguintes questões: o meu produto tem diversos opcionais e alternativas, como conviver com o grande número de estruturas de produto necessárias?
Como a estrutura de produto pode refletir diferentes estratégias de estoque? Como conviver com mais de uma estrutura de produto? Quem é o “dono” da estrutura de produto? Como simplificar a estrutura de produto? Como aumentar a precisão das informações?
Definição
Segundo definiu a AMERICAN PRODUCTION AND INVENTORY CONTROL SOCIETY (APICS), em 1992, a estrutura de produto (BOM - bill of material) é uma lista de todas as submontagens, componentes intermediários, matérias-primas e itens comprados que são utilizados na fabricação e/ou montagem de um produto, mostrando as relações de precedência e quantidade de cada item necessário.
Segundo definiu a AMERICAN PRODUCTION AND INVENTORY CONTROL SOCIETY (APICS), em 1992, a estrutura de produto (BOM - bill of material) é uma lista de todas as submontagens, componentes intermediários, matérias-primas e itens comprados que são utilizados na fabricação e/ou montagem de um produto, mostrando as relações de precedência e quantidade de cada item necessário.
CLEMENT et al. (1992) acrescentam que, além desses objetos, a BOM também pode conter outros, tais como, instruções de trabalho ou ferramentas requeridas para suportar o processo de manufatura. Através da BOM é estabelecida uma relação pai/filho entre um item e seus componentes diretos.
Tipos de BOM e seus elementos
BOM simples / padrão (flattened / standard BOM)
A BOM mais simples possível é a de dois níveis, um com as matérias-primas e itens comprados, e outro com o produto final. A única razão para a criação de mais níveis são as necessidades do planejamento e controle da produção (PCP), como por exemplo a criação de submontagens ou itens intermediários que precisam ser estocados (GARWOOD, 1995). Uma BOM de vários níveis é a estrutura mais conhecida, também, chamada de BOM padrão.
Item fantasma e pseudo item e (phantoms and pseudo items)
Itens fantasmas são aqueles produzidos no processo de manufatura, possuindo “pais” definidos, porém não são tipicamente estocados. Apesar de existirem fisicamente, são rapidamente consumidos como componentes do item de nível imediatamente superior na BOM.
Um pseudo item é um coleção artificial de componentes que são agrupados para propósitos de planejamento. Ao contrário dos itens fantasmas, entretanto, os componentes do pseudo item não podem ser manufaturados juntos para produzir um item pai que exista fisicamente. Por essa razão os pseudo itens nunca possuem inventário.
Itens fantasmas são aqueles produzidos no processo de manufatura, possuindo “pais” definidos, porém não são tipicamente estocados. Apesar de existirem fisicamente, são rapidamente consumidos como componentes do item de nível imediatamente superior na BOM.
Um pseudo item é um coleção artificial de componentes que são agrupados para propósitos de planejamento. Ao contrário dos itens fantasmas, entretanto, os componentes do pseudo item não podem ser manufaturados juntos para produzir um item pai que exista fisicamente. Por essa razão os pseudo itens nunca possuem inventário.
BOM Molular e de Planejamento (modular and planning BOM)
A modularidade é a capacidade de se construir um produto ou processo complexo a partir de subsistemas menores (chamados módulos), os quais podem ser projetados independentemente e ainda assim funcionar juntos como um todo.
A modularidade é a capacidade de se construir um produto ou processo complexo a partir de subsistemas menores (chamados módulos), os quais podem ser projetados independentemente e ainda assim funcionar juntos como um todo.
Se um produto possui muitas opções de escolha de itens, o número de combinações possíveis torna-se muito grande, dificultando a previsão de vendas e o planejamento mestre de produção de cada item final. Além disso, se for mantida uma BOM para cada configuração diferente do produto, o espaço requerido pode ser muito grande, envolvendo altos custos de armazenagem e manutenção.
A solução para este problema é a utilização da BOM modular. Ao invés de se manter uma BOM para cada produto final possível dentro de uma família, são identificadas as opções para cada um dos seus componentes, as quais são organizadas em módulos. Essa análise deve ocorrer no nível de menor variação na configuração, reduzindo assim o número de itens manipulados na previsão de vendas e no planejamento mestre de produção.
O BOM utilizada neste caso é considerada a BOM de planejamento, onde definem-se porcentagens de cada
item de menor variação de configuração.
Outra razão para utilizar a BOM modular acontece nos casos em que o lead time de manufatura é maior do que o lead time de entrega aceito pelo consumidor. Nesses casos, a modularização pode suportar a implantação da estratégia de estoque assemble-to-order, reduzindo o tempo entre a entrada do pedido do cliente e a entrega. A previsão de vendas é feita no nível dos módulos, os quais são fabricados e estocados. Quando ocorre um pedido do cliente, a configuração desejada é produzida utilizando-se os módulos previamente preparados.
BOM genérica (generic BOM)
A estrutura de produto genérica é uma aplicação do conceito de BOM modular para as atividades de vendas técnicas e controle de configurações, assim como a BOM de planejamento é uma aplicação para previsão de vendas e planejamento mestre da produção.
A estrutura de produto genérica é uma aplicação do conceito de BOM modular para as atividades de vendas técnicas e controle de configurações, assim como a BOM de planejamento é uma aplicação para previsão de vendas e planejamento mestre da produção.
Aplicações para a configuração de produtos são uma extensão natural do conceito de BOM modular. Ao invés de módulos predefinidos, com os usados na BOM modular, o configurador pode utilizar algoritmos, regras e condicionais para selecionar e calcular os componentes de um produto e seus requisitos de manufatura.
Segundo VAN VEEN & WORTMANN (1987), assim como uma BOM específica descreve exatamente um produto, a BOM genérica descreve uma variedade de produtos (conceito de BOM modular). A BOM genérica não pode ser utilizada diretamente para propósitos de planejamento e manufatura. Ela é apenas um frame para a criação de BOMs específicas no momento necessário, geralmente durante a entrada do pedido do cliente.
BOM de manufatura (Manufacturing BOM)
Segundo VAN VEEN & WORTMANN (1987), assim como uma BOM específica descreve exatamente um produto, a BOM genérica descreve uma variedade de produtos (conceito de BOM modular). A BOM genérica não pode ser utilizada diretamente para propósitos de planejamento e manufatura. Ela é apenas um frame para a criação de BOMs específicas no momento necessário, geralmente durante a entrada do pedido do cliente.
BOM de manufatura (Manufacturing BOM)
BOM de manufatura representa a integração lógica da estrutura de produto e do plano de processo. A seqüência de operações é especificada e a cada operação são associados os itens necessários da BOM. A BOM de manufatura é usada como um guia para fabricação e montagem de um produto, sendo que seus níveis refletem o fluxo de produção e pontos de estoque.
Estrutura de Produto para Informação (Information Bill of Material)
As estruturas de produto para informação são relatórios padrões gerados pelos sistemas de informação para suportar análises diversas sobre a BOM e seus itens. Segundo GUESS (1985) e SCHLUSSEL (1995), os principais formatos de BOM para informação são:
Estrutura de produto “indentada” (indented bill of material): é uma representação alternativa à estrutura gráfica, sendo mais fácil de ser gerada pelos sistemas computacionais. Os níveis mais altos da BOM são colocados na extrema esquerda da margem e seus componentes são colocados sucessivamente para a direita à medida que se vai descendo ao longo dos níveis. Se um componente é utilizado em dois ou mais itens, ele aparecerá abaixo de cada um de seus itens pais.
Estrutura de produto “indentada” (indented bill of material): é uma representação alternativa à estrutura gráfica, sendo mais fácil de ser gerada pelos sistemas computacionais. Os níveis mais altos da BOM são colocados na extrema esquerda da margem e seus componentes são colocados sucessivamente para a direita à medida que se vai descendo ao longo dos níveis. Se um componente é utilizado em dois ou mais itens, ele aparecerá abaixo de cada um de seus itens pais.
Estrutura de produto de onde é usado (where-used bill of material): pode ser no formato de nível simples ou multinível. No primeiro tipo são mostrados todos os itens pai nos quais o componente é usado diretamente. No segundo tipo são mostrados todos os itens pai nos quais o componente é usado direta ou indiretamente, isto é, até o produto final, através de uma técnica chamada implosão
Estrutura de produto custeada (costed bill of material): é uma extensão do formato “indentado” no qual o custo de cada item é mostrado numa coluna à direita da descrição.
Estrutura de produto matriz (matrix bill of material): é um gráfico utilizado para identificar os componentes comuns dentro de uma família de produtos ou famílias similares.
Estrutura de produto matriz (matrix bill of material): é um gráfico utilizado para identificar os componentes comuns dentro de uma família de produtos ou famílias similares.
Estrutura de produto resumida (summarized bill of material): uma forma de BOM de um nível na qual são listados todos os componentes necessários para a produção do item com suas quantidades. Difere do BOM “indentada” porque não são mostrados os níveis de montagem e os componentes aparecem apenas uma vez com a quantidade total necessária.
Variações da BOM e BOM única
Como os diferentes usuários da BOM possuem diferentes necessidades, tornou-se uma prática comum que cada um deles estrutura-se a sua própria BOM de acordo com essas necessidades individuais.
Como os diferentes usuários da BOM possuem diferentes necessidades, tornou-se uma prática comum que cada um deles estrutura-se a sua própria BOM de acordo com essas necessidades individuais.
Os exemplos mais comuns de BOM departamental são a BOM criada pela engenharia (E_BOM - Engineering Bill of Material), e a BOM utilizada pelo PCP e pela manufatura (P_BOM - Production Bill of Material ou M_BOM - Manufacturing Bill of Material). A E_BOM, também chamada estrutura de desenho, representa os sistemas funcionais do produto. Já a P_BOM é elaborada a partir da E_BOM, e reflete a transformação da matéria prima e a montagem dos subconjuntos através do processo produtivo.
Essa abordagem implica, entretanto, na redundância de informações, e consequentemente no risco de inconsistência, bem como no aumento do esforço e do tempo de resposta das manutenções (GARWOOD, 1995).
Devido aos problemas apresentados, diversos autores, como CLEMENT et al. (1992), GARWOOD (1995) e WASSWEILER (1996), consideram que toda empresa deve perseguir o objetivo de ter uma estrutura de produto única que forneça múltiplas visões para suportar as necessidades de todos os usuários. Objetivo esse que é totalmente compatível com o estágio atual de desenvolvimento da tecnologia de informação. GARWOOD (1995) observa que apesar do PCP ser o maior usuário da BOM e o que exige maior precisão das suas informações, ele não é o seu “dono”. Segundo WASSWEILER (1996), nesse novo cenário a BOM passa a ser responsabilidade de todos os seus usuários.
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